A cladribina tem um esquema de tratamento próprio, concentrado em poucos ciclos, o que a torna alvo de negativas ligadas ao enquadramento clínico.

O que é

A cladribina é um medicamento oral para esclerose múltipla remitente-recorrente altamente ativa, com registro na Anvisa, administrado em ciclos curtos ao longo de dois anos.

Por que o plano nega

A recusa se apoia na Diretriz de Utilização, na exigência de determinado grau de atividade da doença e na alegação de que outras linhas deveriam vir antes.

A distinção que decide

Trata-se de medicamento registrado para uma forma específica de esclerose múltipla. Quando o neurologista demonstra a alta atividade da doença e o enquadramento nos critérios, a negativa apoiada apenas na DUT perde sustentação.

O que costuma acontecer nesses casos

Quando o laudo neurológico demonstra a atividade da doença e o enquadramento clínico, os tribunais têm afastado negativas apoiadas apenas na diretriz de utilização ou na ordem das linhas de tratamento, e têm dado peso especial à continuidade: interromper um tratamento em curso, com resposta documentada, é o que os julgados mais resistem a permitir. O laudo é o caso.

Antes de concluir

O laudo neurológico é a peça central. O escritório pode avaliar se a diretriz foi corretamente aplicada ao seu caso.

Sobre o autor

Ramon Martins Andrade (OAB/RJ 188.374) é advogado formado pela UFRJ em 2011, com mestrados pela Université Sorbonne Nouvelle e pela EGN (Marinha do Brasil). Atualmente pesquisador em Direitos Humanos e Saúde pela ENSP/Fiocruz.

Este conteúdo tem caráter meramente informativo e educacional, não constitui consulta jurídica, publicidade de resultados ou garantia de êxito em processos, nos termos do Provimento 205/2021 da OAB.