Vozes da especialidade
Médicos e profissionais de saúde cujos estudos e explicações públicas foram citados nos artigos, com o registro profissional e o perfil de cada um.
Atenção primária
1 nomePublicou o vídeo de um beco de terra, entre casas de madeira e de alvenaria, para mostrar o território de uma visita domiciliar do SUS em Porto Alegre. A imagem abre o artigo, que explica por que a visita é um dever da equipe de saúde da família com o seu território, e não um serviço que o morador agenda quando quer.
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Tenho direito a visita domiciliar do SUS? E quem mora longe de tudo?Cirurgia vascular
1 nomeDr. Alexandre Campos Moraes Amato
Cirurgião vascular · Instituto Amato de Medicina Avançada, São Paulo
Primeiro autor do estudo sobre a prevalência do lipedema no Brasil (Jornal Vascular Brasileiro, 2022).
Jornal Vascular Brasileiro (2022)O levantamento que liderou, com 253 mulheres, encontrou sintomas compatíveis com lipedema em 12,3% delas, um dos poucos números brasileiros sobre a doença. O artigo usa o dado, com os limites que o próprio estudo reconhece, para discutir quando o plano deve cobrir a lipoaspiração terapêutica.
Citado em
Yasmin Brunet, Kerline e o lipedema: o plano cobre a lipoaspiração terapêutica?Coloproctologia
1 nomeColoproctologista · CRM-SP 163050 · RQE 85604
Membro titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia.
@drpablovelosoAs explicações que publica no próprio site, sobre quem deve fazer o preventivo anal e sobre as causas tratáveis da dor na relação anal, deram a base clínica de dois artigos: um sobre quem paga o exame, o plano ou o SUS; outro sobre o dever do médico de perguntar e informar sem julgamento.
Citado em
“Preventivo anal”: existe, quem deve fazer, e o plano ou o SUS cobrem?Dor na relação anal (anodispareunia): o médico que não pergunta e o dever de informação sem julgamentoDermatologia
1 nomeDermatologista · Faculdade de Medicina da Unesp, Botucatu
Primeiro autor do II Consenso da Sociedade Brasileira de Dermatologia para o tratamento da alopecia areata (2025).
Anais Brasileiros de Dermatologia (2025)O consenso de que é primeiro autor define a alopecia areata como doença autoimune do folículo e traz os números brasileiros: risco de 2% ao longo da vida e 1,2% das consultas dermatológicas. O artigo parte daí para responder se o plano pode negar o tratamento chamando-o de estético.
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Virginia Fonseca e a alopecia areata: o plano pode negar o tratamento como estético?Enfermagem
1 nomeEnfermeira · professora associada da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (USP)
Pesquisa enfermagem de reabilitação e lesão medular.
FAPESPOuviu 618 adultos com lesão medular de todo o país e mediu a queda do emprego de 91,3% antes da lesão para 15,2% depois. O artigo usa o estudo para mostrar quem garante, pelo SUS e pelo plano, o cuidado dos anos que se seguem à lesão.
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Mara Gabrilli e a lesão medular: depois da cadeira de rodas, quem garante o cuidado dos anos seguintes?Ginecologia e obstetrícia
4 nomesGinecologista · professor de ginecologia da Faculdade de Medicina da USP
Primeiro médico de fora dos Estados Unidos na vice-presidência da AAGL, em 2021.
Medicina S/AÉ coautor de um dos estudos brasileiros que mediram a demora no diagnóstico da endometriose: em 200 mulheres atendidas em ambulatório especializado, a mediana foi de 7 anos, e de 12,1 anos quando os sintomas começavam na adolescência. O artigo usa esse dado para mostrar por que a cólica intensa merece investigação, e o que o protocolo do SUS de 2026 mudou.
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Anitta e a endometriose: quando a cólica exige investigação, e não apenas mais um analgésico?Epidemiologista · pesquisadora da ENSP/Fiocruz
Coordenou o inquérito nacional Nascer no Brasil (2011–2012), sobre parto e nascimento.
Nascer no Brasil (CSP, 2014)Com colegas da ENSP/Fiocruz, analisou os dados do Nascer no Brasil sobre as boas práticas no trabalho de parto, entre elas o uso do partograma. O artigo usa o achado para mostrar por que o partograma pode faltar no prontuário e quais documentos a mulher deve pedir ao hospital depois do parto.
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Depois do parto, que documentos pedir ao hospital? Do partograma ao prontuário do bebêObstetra · Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), Unicamp
Coordenou a rede nacional de vigilância da morbidade materna grave, em 27 maternidades brasileiras.
Revista Pesquisa FAPESPO estudo multicêntrico da rede que coordenou analisou 9.555 casos de morbidade materna grave e mostrou que 12,5% vinham de hemorragia pós-parto. O artigo usa esse dado brasileiro para explicar o que a hemorragia exige do hospital, do plano e do SUS.
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Viih Tube e a atonia uterina: o que a hemorragia pós-parto exige de hospital, plano e SUSDra. Rosa Maria Soares Madeira Domingues
Pesquisadora da Fiocruz
Primeira autora do estudo do Nascer no Brasil sobre a preferência das mulheres pela via de parto (Cadernos de Saúde Pública, 2014).
Analisou as respostas de 23.940 puérperas em 266 hospitais e mostrou que só 27,6% preferiam a cesariana no início da gestação. O artigo usa o dado para discutir quem decide a via de parto quando a cesárea é negada ou imposta.
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Cesárea negada, cesárea imposta: quem decide a via de parto?Infectologia
1 nomeInfectologista · pesquisadora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz)
Assumiu em 2024 a presidência da International AIDS Society, a primeira latino-americana no cargo.
FiocruzA equipe dela conduziu o ImPrEP CAB Brasil, que comparou a PrEP injetável com o comprimido na rotina do SUS: quem escolheu o cabotegravir ficou protegido em 90,8% dos dias acompanhados, contra 35,5% com a PrEP oral. O artigo parte desse resultado para discutir o que o SUS precisa oferecer para que a escolha do método se converta em acesso de fato.
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PrEP injetável no SUS: o estudo da Fiocruz e o desafio de manter a prevençãoMastologia e imagem
3 nomesRadiologista
Primeira autora da recomendação conjunta do CBR, da SBM e da Febrasgo sobre o rastreamento do câncer de mama (2023).
Radiologia Brasileira (2023)A recomendação conjunta que assina pelo Colégio Brasileiro de Radiologia, pela Sociedade Brasileira de Mastologia e pela Febrasgo defende a mamografia anual dos 40 aos 74 anos para mulheres de risco habitual. O artigo coloca essa posição ao lado da lei de 2025, da recomendação do Ministério da Saúde e do rol da ANS.
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Mamografia aos 40 anos: o que a lei garante, o que o SUS recomenda e o que o plano cobreMastologista · RQE 9739
Título de especialista pela Sociedade Brasileira de Mastologia; residência no IMIP, em Recife.
@drjoaopaulo.mastologistaO e-book que escreveu para as pacientes sobre o câncer de mama lembra, logo no primeiro ponto, que o autoexame sozinho não basta. O artigo usa essa lição para separar o toque do rastreamento, no meio da confusão entre a lei que garante a mamografia aos 40 anos, a recomendação do Ministério da Saúde e o rol da ANS.
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Mamografia aos 40 anos: o que a lei garante, o que o SUS recomenda e o que o plano cobreMédico · Instituto Nacional de Câncer (INCA)
Primeiro autor da síntese das Diretrizes para a Detecção Precoce do Câncer de Mama no Brasil (Cadernos de Saúde Pública, 2018).
Cadernos de Saúde Pública (2018)As diretrizes do INCA que ele resumiu recomendam a mamografia a cada dois anos dos 50 aos 69 e desaconselham ultrassom, ressonância e outros exames como complemento de rotina. O artigo usa essa posição para responder se o laudo que fala em mama densa exige, por si, mais exames.
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Ana Furtado e a mama densa: o laudo que fala em densidade exige mais exames?Neurologia
1 nomeNeurologista vascular
Primeira mulher e primeira brasileira a presidir a World Stroke Organization.
World Stroke OrganizationLiderou o RESILIENT, ensaio feito em 12 hospitais públicos brasileiros que mediu o benefício da trombectomia no próprio SUS: 35,1% dos pacientes tratados ficaram sem sequela ou com sequela leve, contra 20% no tratamento padrão. O artigo usa o estudo para discutir o dever de transferir o paciente quando o hospital faz a trombólise, mas não a trombectomia, e o que isso prova num processo.
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A trombólise foi feita, mas a trombectomia não: o hospital tinha de me transferir?Pneumologia
1 nomePneumologista · pesquisadora da ENSP/Fiocruz
Membro titular da Academia Nacional de Medicina (cadeira 12, posse em 2022); pesquisa clínica em tuberculose e outras micobactérias.
Academia Nacional de MedicinaEm 2007, descreveu com colegas a história da tuberculose multirresistente no Brasil e a definiu como um fenômeno produzido, em boa parte, por tratamentos inadequados; depois, integrou os estudos que levaram ao esquema de seis meses. O artigo parte desse percurso para explicar quem tem direito ao tratamento curto, o que o SUS deve garantir durante ele e contra quem cobrar se o medicamento faltar.
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Tuberculose resistente: o tratamento que caiu de dois anos para seis meses, e o que o paciente pode exigir do SUSPsiquiatria
5 nomesPsiquiatra · professor de psiquiatria da infância e adolescência da UFRGS
Dirige o Programa de TDAH do Hospital de Clínicas de Porto Alegre; presidiu a IACAPAP (2022–2026) e a World Federation of ADHD.
IACAPAPAssina, com Guilherme Polanczyk, a metarregressão que se tornou referência mundial sobre a frequência do TDAH em crianças e adolescentes: 102 estudos, mais de 170 mil participantes, prevalência de 5,29%. O dado abre a parte científica do artigo, que trata do atleta em tratamento: quando o remédio exige autorização para competir e quem pode ler o laudo.
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Simone Biles e o TDAH: como o atleta em tratamento pede autorização para competir e quem pode ler o laudoPsiquiatra da infância e adolescência · professor da Faculdade de Medicina da USP
Vice-presidente da IACAPAP (2022–2026).
IACAPAPÉ o primeiro autor da metarregressão de 2007, no American Journal of Psychiatry, que reuniu estudos de todas as regiões do mundo e fixou em 5,29% a prevalência do TDAH na infância e na adolescência. No artigo, o número dá a medida científica de uma discussão jurídica: o que o atleta com TDAH precisa provar para competir medicado e quem tem acesso ao seu diagnóstico.
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Simone Biles e o TDAH: como o atleta em tratamento pede autorização para competir e quem pode ler o laudoPsiquiatra · Faculdade de Medicina da USP
Primeira autora dos achados da pesquisa São Paulo Megacity sobre transtornos mentais na região metropolitana (2012).
São Paulo Megacity (2012)A pesquisa São Paulo Megacity, de que é primeira autora, entrevistou 5.037 adultos e encontrou TOC em 3,9% deles no último ano, com só um terço dos casos graves de transtorno mental em tratamento. O artigo usa esses números para discutir quem garante que o tratamento do TOC, uma vez iniciado, não seja interrompido.
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Luciana Vendramini e o TOC: o tratamento começou, e quem garante que ele continue?Psiquiatra e epidemiologista · professor da Faculdade de Medicina da USP
Mediu a incidência do primeiro episódio psicótico em São Paulo.
FAPESPAcompanhou por dois anos e meio os moradores de uma área de São Paulo e identificou 367 primeiros episódios de psicose, a medida brasileira da incidência. O artigo usa o estudo para explicar o que é uma crise psicótica aguda e o que o paciente e a família podem decidir sobre tratamento em casa, consentimento e sigilo.
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Vanessa Lopes e a crise psicótica aguda: tratar em casa, consentir e manter o sigiloPsiquiatra · diretor-geral do Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro
Como diretor-geral do Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro, abriu o hospital ao Cãonexão, projeto de cães de suporte emocional mostrado pela GloboNews em outubro de 2026. O artigo celebra a iniciativa e mostra o que a lei brasileira ainda não regulou sobre a presença de animais no tratamento psiquiátrico.
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Cães no hospital psiquiátrico: o que Nise da Silveira viu e a lei ainda não regulouReumatologia
1 nomeReumatologista
Primeiro autor das diretrizes da Sociedade Brasileira de Reumatologia para o diagnóstico da fibromialgia (2017).
Diretrizes SBR (2017)As diretrizes de 2017 que assina pela Sociedade Brasileira de Reumatologia firmaram que ter outra doença não afasta o diagnóstico de fibromialgia. O artigo parte do relato de Lady Gaga para explicar o que esse diagnóstico garante no SUS e no plano de saúde a quem convive com dor crônica.
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Lady Gaga e a fibromialgia: o que o SUS e o plano de saúde devem a quem convive com a dorSaúde coletiva
2 nomesPesquisadora da ENSP/Fiocruz
Estudou a relação entre hospitais privados e operadoras de planos de saúde (Revista de Saúde Pública, 2009).
Entrevistou dirigentes de 83 hospitais privados e mostrou que a principal operadora concentrava, em média, mais da metade do faturamento de cada um. O artigo usa essa dependência para explicar o que o médico ou a clínica pode exigir quando a operadora decide descredenciá-los.
Citado em
A operadora vai me descredenciar: o que o médico ou a clínica pode exigirDepartamento de Saúde Coletiva · Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
Primeiro autor da comparação entre cadernetas e registros oficiais no inquérito nacional de cobertura vacinal (Epidemiologia e Serviços de Saúde, 2024).
Comparou as cadernetas de 4.050 crianças com o sistema oficial de registro de vacinas e encontrou 11% sem nenhum registro no sistema e cerca de 8% de registros divergentes. O artigo usa o estudo para explicar como pedir a correção quando uma vacina não aparece no Meu SUS Digital.
Citado em
Minha vacina não aparece no Meu SUS Digital: como pedir a correção?Outras áreas
1 nomeComentou em suas redes sociais o que a castração química de fato é: medicamentos que reduzem ou bloqueiam a testosterona, com efeito reversível. O esclarecimento abre o artigo, que examina o projeto que transforma esse tratamento em pena diante do direito comparado, dos tratados de direitos humanos e da ética médica.
Citado em
Castração química de condenados por crimes sexuais contra crianças: o projeto brasileiro diante do direito internacional e da ética médica